quinta-feira, junho 25, 2026
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Hospital Albert Sabin suspende atendimento a servidores e expõe crise do Saúde do Servidor de Juiz de Fora

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A crise financeira que envolve o Programa Assistencial à Saúde dos Servidores Públicos do Município de Juiz de Fora (PAS-JF) ganhou um novo capítulo nesta semana. O Hospital Albert Sabin anunciou a suspensão dos atendimentos aos beneficiários do Saúde Servidor a partir da terça-feira (24), alegando inadimplência da Prefeitura de Juiz de Fora e ausência de avanços nas negociações para quitação dos débitos acumulados.

Em comunicado encaminhado à imprensa, a direção do hospital informou que a decisão foi tomada após diversas tentativas de composição administrativa sem sucesso. Segundo a instituição, tornou-se inviável manter os serviços sem a contraprestação financeira prevista em contrato.

O rompimento ocorre em meio a um cenário delicado para o próprio Albert Sabin. A instituição enfrenta dificuldades financeiras há anos e acumula passivos milionários. Levantamento divulgado no ano passado apontava dívidas superiores a R$ 70 milhões, incluindo débitos com a União, fornecedores e a própria Prefeitura. Nos últimos meses, o hospital também registrou atrasos e parcelamentos de salários de funcionários, atribuindo a situação à inadimplência de operadoras de saúde.

No caso do PAS, o impasse envolve uma dívida de aproximadamente R$ 6,6 milhões junto ao hospital. Desse total, cerca de R$ 4,2 milhões são reconhecidos pelo município como valores incontroversos. Sem perspectiva imediata de recebimento, a direção do Albert Sabin optou por interromper os atendimentos eletivos aos servidores municipais vinculados ao plano.

A suspensão acontece justamente quando a Prefeitura tenta construir uma solução de longo prazo para o PAS. No último domingo (22), o Grupo de Trabalho formado por representantes do Executivo e de entidades sindicais divulgou uma proposta de reformulação do programa. O texto prevê o aumento do aporte mensal das mantenedoras de R$ 400 mil para R$ 1,2 milhão, além da criação de novos mecanismos de fiscalização, transparência e controle financeiro.

A administração municipal argumenta que o plano enfrenta um déficit mensal próximo de R$ 1 milhão e acumula passivo estimado em R$ 20 milhões, situação que colocaria em risco a continuidade do serviço após o dia 30 de junho caso não haja mudanças estruturais. Entre as medidas propostas está também a participação do município na cobertura do índice de sinistralidade, buscando reduzir reajustes para parte dos usuários.

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Apesar dos avanços apresentados pelo Grupo de Trabalho, a proposta não contempla uma solução imediata para os débitos com prestadores de serviços, principal motivo apontado pelo Hospital Albert Sabin para suspender os atendimentos. Enquanto o debate se concentra na sustentabilidade futura do PAS, a crise atual ameaça afetar diretamente milhares de servidores municipais que dependem da rede credenciada para assistência médica.

Fonte e foto: Portal-Site Concreto Jornal