segunda-feira, junho 22, 2026
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Operação abafa: Deputado mineiro defende Jaques Wagner e tenta inverter investigação culpando Jair Bolsonaro

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Rogério Correia e Jaques Wagner (Foto: Agência Câmara I Agência Senado)

Em um cenário de tensão política, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) manifestou total confiança no senador Jaques Wagner (PT-BA) após a recente fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. O líder do governo no Senado foi alvo de mandados de busca e apreensão na última quinta-feira, dia 18 de junho de 2026. Correia, em declaração à imprensa, afirmou acreditar que o senador baiano apresentará todos os esclarecimentos necessários sobre os fatos investigados, destacando que Wagner “tem toda a nossa confiança e fará a sua defesa”.

O parlamentar também fez questão de salientar a autonomia da Polícia Federal durante a atual gestão, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Correia, a corporação opera com independência para conduzir as apurações, garantindo que as investigações sigam seu curso normal. A situação de Jaques Wagner, que ocupa uma posição estratégica na articulação política do governo no Congresso Nacional, será analisada tanto pelo próprio senador quanto pelo Palácio do Planalto, dada a importância de sua capacidade de defesa.

Adentrando a análise sobre a gênese do caso, Rogério Correia procurou vincular a origem das investigações sobre o Banco Master ao período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado utilizou a expressão “Bolso Master“, argumentando que a instituição financeira teria prosperado e se enriquecido durante a gestão anterior, citando o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, como indicação de Bolsonaro. Conforme Correia, as medidas que levaram ao enfraquecimento das operações do banco e ao avanço das investigações só teriam ocorrido com a chegada de Gabriel Galípolo à presidência do Banco Central.

A Operação Compliance Zero prossegue com o objetivo de apurar suspeitas de irregularidades financeiras e possíveis conexões entre agentes públicos e figuras ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Jaques Wagner nega veementemente qualquer irregularidade, afirmando que os valores em moeda estrangeira apreendidos pela Polícia Federal são provenientes de diárias recebidas em missões oficiais no exterior e de aquisições legais de moeda ao longo dos anos. O senador informou, ainda, ter recebido um telefonema de solidariedade e confiança do presidente Lula após a operação. Até o momento, não há denúncia formal apresentada contra Jaques Wagner, e as investigações permanecem sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Portal Minas – Por Rogério Oliveira