Filme sobre Maria Alcina é selecionado para a Première Brasil do Festival do Rio 2026
Produção sobre a carreira da artista mineira integra a programação oficial do evento, que acontece entre os dias 1º e 11 de outubro.
A trajetória de Maria Alcina, uma das artistas mais autênticas e marcantes da música brasileira, chegará às telas do Festival do Rio em outubro. O longa-metragem “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina”, roteirizado, dirigido e produzido por Elizabete Martins Campos, foi selecionado para a Première Brasil Retratos da edição de 2026 do festival, um dos mais importantes eventos dedicados ao cinema nacional.
Escolhido entre quase 1.500 filmes inscritos, o documentário integra a seleção oficial da 28ª edição do Festival do Rio, realizada entre os dias 1º e 11 de outubro e composta por 101 produções brasileiras. O longa é realizado pela IT Filmes, em parceria com o Polo Audiovisual da Zona da Mata, Animaparque e Fábrica do Futuro, com patrocínio da Energisa, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e apoio cultural do Instituto Energisa.

Legenda: cena do Filme “Alegria Brasil, estrelando Maria
Uma viagem pela vida e arte de Maria Alcina
Ao entrar em uma sala de cinema, Maria Alcina atravessa a própria tela e embarca em uma viagem por sua trajetória artística e pessoal, que se mistura a momentos marcantes da história brasileira.

Legenda: cantora Maria Alcina e a diretora do filme Elizabete Martins nos bastidores das filmagens. Foto: Larissa Diniz
Da Vila Minalda, em Cataguases, aos grandes palcos do Brasil e do exterior, a cantora revisita memórias, carnavais, desafios e conquistas em uma narrativa que entrelaça música, cultura e identidade brasileira.
Com mais de 35 canções, a trilha sonora combina sucessos consagrados na voz de Maria Alcina e composições inéditas criadas especialmente para o filme, com arranjos assinados por Yuri Queiroga. O repertório reúne clássicos da música brasileira e obras de novos compositores, entre eles Ary Barroso, Luiz Gonzaga, João Bosco, Aldir Blanc, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Zeca Baleiro, Neguinho da Beija-Flor, Sérgio Sampaio, Arnaldo Antunes, Thaylis Carneiro, Levi Alves, Eric Do Vale e Salvador Sassá.
Reconhecimento para uma história que nasceu em Cataguases
A seleção de “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina” para a Première Brasil do Festival do Rio representa o reconhecimento de uma trajetória construída ao longo de anos e reforça o protagonismo de Cataguases e da Zona da Mata mineira no cenário audiovisual brasileiro.
Para a diretora Elizabete Martins Campos, a estreia nacional do longa em uma das principais vitrines do cinema brasileiro é um marco para toda a equipe envolvida na produção.
“Trabalhar com a trajetória de Maria Alcina é imergir na própria matéria-prima da nossa identidade. Exibir o filme na Première Brasil do Festival do Rio é um momento muito importante para todos nós. Poder compartilhar essa catarse coletiva com o público representa uma coroação depois de tantos anos trabalhando juntas.”
Patrocinadora da produção, a Energisa destaca que o apoio ao longa está alinhado ao compromisso da empresa com a valorização da cultura, da memória e dos talentos da região.
“Para nós da Energisa, é motivo de orgulho patrocinar um filme que celebra a trajetória de Maria Alcina, uma artista singular que representa a força criativa e a diversidade cultural de Cataguases, de Minas e do Brasil. Investir nessa produção é valorizar nossos talentos, preservar nossa memória e reconhecer na cultura um importante vetor de desenvolvimento e transformação”, afirma Fernando Costalonga, diretor-presidente da Energisa Minas Rio.
De acordo com César Piva, presidente da Agência de Desenvolvimento do Polo Audiovisual da Zona da Mata de Minas Gerais, o filme simboliza o encontro entre audiovisual, território, memória e cultura, consolidando uma trajetória construída pela região ao longo das últimas décadas.
“Ainda faltava contar uma história que nascesse da nossa própria memória e reconhecesse uma personalidade contemporânea tão singular. Agora não falta mais. ‘Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina’ representa esse encontro entre audiovisual, território, memória e cultura. O filme revela a trajetória afetiva, a personalidade e a força de uma grande estrela da música brasileira, cuja história merece ser conhecida e projetada para todo o país.”
Para Mônica Botelho, empresária, liderança cultural e incentivadora do cinema brasileiro, ver a história de Maria Alcina ganhar as telas do Festival do Rio é a realização de um sonho que reúne arte, identidade e pertencimento.
“Cresci respirando arte e sempre acreditei na cultura como uma extensão da própria vida, capaz de impulsionar o desenvolvimento humano, social e econômico. Nascer em Cataguases é carregar a herança de uma terra fértil que deu ao mundo nomes como Humberto Mauro, Ary Barroso e a nossa inigualável Maria Alcina. Sempre tive o desejo de realizar um projeto que exaltasse a potência de Alcina, um ícone que sintetiza tão bem a nossa identidade local e brasileira. Ver nossa comunidade reunida, com artistas, compositores, técnicos e fornecedores da região trabalhando juntos, foi uma experiência inesquecível”.



