sábado, setembro 5, 2026
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Em pouco mais de 1 ano, Chile tem o terceiro impeachment de ministro da Suprema Corte

Uma das ex-ministras foi parar na cadeia.

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O Chile viveu uma sequência incomum no topo do Judiciário. Em cerca de 14 meses, Ángela Vivanco Martínez, Sergio Muñoz Gajardo e Diego Simpertigue Limare, integrantes da Corte Suprema, foram atingidos por acusações constitucionais que resultaram em sua saída ou destituição e na proibição de exercer cargos públicos por cinco anos.

Ángela Vivanco foi acusada de graves violações aos deveres do cargo, incluindo questões envolvendo imparcialidade e independência judicial. Ela já havia sido removida pela própria Corte Suprema quando o Senado aprovou a acusação constitucional contra ela, em outubro de 2024. O caso ganhou ainda mais repercussão quando, em janeiro de 2026, Vivanco foi presa preventivamente em uma investigação criminal envolvendo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu depois de sua saída da Corte e não representa condenação definitiva.

No mesmo mês de outubro de 2024, Sergio Muñoz também teve uma acusação constitucional aprovada pelo Senado. Entre os fatos analisados estavam sua atuação em questões judiciais e acusações relacionadas ao cumprimento dos deveres do cargo. Já Diego Simpertigue foi destituído em dezembro de 2025, após o Senado aprovar acusações relacionadas à probidade, imparcialidade e ao dever de abstenção em processos judiciais.

Assim, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, três integrantes da mais alta corte chilena foram afastados do cargo em meio a acusações constitucionais — uma sequência que colocou a conduta e a responsabilização de magistrados no centro do debate no país.

Fontes: Câmara dos Deputados e Senado do Chile

Foto-montagem: Portal-Site Universo Curioso