quinta-feira, setembro 10, 2026
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Parabéns Centro de Formação Profissional de Além Paraíba, antes SENAI / hoje SAPE, pelo seu 80º aniversário!

Por Flávio Senra (*)

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A véspera do último feriado em que comemoramos o Dia da Independência do Brasil, portanto no domingo, dia 06 de setembro, foi um dia de muitas lembranças e comemorações para um grupo de alemparaibanos que tiveram em suas vidas o privilégio e a oportunidade de alçar voos jamais sonhados quando crianças.

Cerca de 350 desses privilegiados se reuniram, melhor dizendo se reencontraram, para comemorar o 80º aniversário do inesquecível Centro de Formação Profissional de Além Paraíba, nos dias de hoje batizado com o nome do sempre saudoso Professor Odilon Alves, o nosso SENAI da Estrada de Ferro Leopoldina, depois Rede Ferroviária Federal, hoje SAPE – Sociedade Além Paraibana de Educação.

Criado em 1946, pela Estrada de Ferro Leopoldina, tendo por foco principal formar trabalhadores qualificados para atender à crescente demanda da indústria nacional da época, a escola profissionalizante alemparaibana é responsável por pelo menos 2 mil jovens que buscaram e conseguiram sem dificuldades entrar no mercado de trabalho da indústria nacional.

Ali, na Rua 1º de Maio, no bairro de Vila Laroca, bem ao lado das Oficinas da EFL, depois RFFSA, desde sua criação, anualmente, entre 25 e 30 jovens saiam portando um Certificado de Qualificação Profissional que valia como um passaporte para entrar em qualquer empresa brasileira, como a Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas, Metalúrgica Barbará, toda e qualquer indústria automotiva do país e outras, todos prontos e capacitados para atender a demanda como artífices de ajustagem e tornearia mecânica, carpintaria, caldeiraria, serralheria, eletricidade industrial, soldagem elétrica e de oxigênio, ferraria, etc.

Vale ressaltar, muitos desses jovens acabaram buscando outras profissões, como engenheiros, médicos, dentistas, professores, advogados e outras atividades, mas em suas lembranças sempre ficou afixado que responsabilidade é um fator imprescindível para toda profissão que for abraçada. Ali, com toda certeza, o garoto de 14 anos que entrava saía, aos 18 anos, pronto para enfrentar o que a vida viesse trazer pela frente, pois se tornava um homem responsável e cumpridor de seus deveres.

Mas voltando ao grande encontro de ex-alunos que foi realizado no Espaço Comunitário “Dr. Braz Azevedo”, na Ilha do Lazareto, lembranças de tempos idos foram a grande tônica da tarde e noite do último domingo, dia 06 de setembro. As lembranças e a alegria dos reencontros é algo difícil de descrever. Só quem ali esteve e viveu parte de sua vida como aluno daquela instituição tem condições, nem sempre, de descrever algo a respeito.

Em certos momentos, deve ser salientado, alguém perguntava por um velho companheiro e a resposta vinha acompanhada de um lamento em que era revelado que este companheiro passara para o lado espiritual. Entretanto, segundos depois, essa tristeza desaparecia como fumaça no ar pois uma boa lembrança de tempos idos com este companheiro ausente surgia trazendo algo de bom que ele nos oferecera e até hoje nos traz alento.

Foi uma festa que jamais será esquecida! Um reencontro que uniu os jovens de outrora, hoje adultos, boa parte com idade avançada, como o maior talento artístico e cultural alemparaibano, conhecido mundialmente e aclamado por suas esculturas na madeira, o José Heitor, a quem apelidei décadas atrás de “O Poeta da Madeira”, formando do ano de 1956, hoje com 88 anos de idade.

Também participando do reencontro, o formando do ano de 1962 como caldeireiro, o professor Fernando Lúcio Ferreira Donzeles, vereador de Além Paraíba por um mandato, um como vice-prefeito e três vezes prefeito de nossa terra que é abençoada pelas águas do Rio Paraíba do Sul, onde surgiu Nossa Senhora Aparecida, a padroeira da boa terra tupiniquim. Fernando Lúcio, para muitos dos que ali estavam presentes, foi diretor do sempre saudoso Colégio Além Paraíba, o CAP, e do Colégio Cenesista Professor Sérgio Ferreira, a CNEC.

Como foi bom rever José Jorge, meu colega formando de 1968, hoje residindo em Governador Valadares, e outros, como Euclides, Zezé Serrote, Fausto Parrá e seu irmão Ricardo, José Darci, André Borges, Lino Bria, José Anderson, Kleberson “Brotinho”, Júlio César, os irmãos “Picareta” (é a mãe!), Jacaré, o vereador Oberdan Moreira Rocha, Joe (do Bar na Vila Caxias), e tantos outros que você, caro leitor, poderá ver nas 21 imagens que registrei e adicionei junto desta modesta, porém sincera homenagem a uma instituição de ensino profissionalizante que marcou e moldou para sempre a minha vida.

Da minha turma, a 1969, porque não lembrar seus nomes: Hiran, José Jorge, Milton, Gustavo, Dircílio Barbosa Neiva, Januário, José Geraldo, Celso Rubens, Cleófas, Rubens, Francisco José, Welber de Sá, Beto Senra, Nelson Mafra, Jorge Carvalho (Menguinho), Antônio “Yuk”, Mauri Roberto, José Rômulo, Norton Marchon Rodrigues, Chiquinho Lobo, Jeferson “Cobrinha”, Júlio César, Zezinho Machareth, Paulinho, e eu, Flávio Senra..

Finalizando, reverencio os seguintes nomes que sempre estarão presentes no meu dia-a-dia, isto porque durante três anos consecutivos, de 1967 até 1969, me ofereceram o que existia de melhor em cada um deles, me orientando e, quando necessário, até mesmo dando uma bronca que ainda hoje guardo com carinho em meu coração. São eles:

Wilson Basílio da Costa, Odilon Alves, José de Sá, Wagner Barbosa, Demerval Apolinário Fernandes, José Ari Stambassi, Adenir Talarico, José Luiz, José Ferreira Zófolli, Joel Magalhães Matos, Francisco Chagas, Geraldo José da Silva, José Elias de Castro, Miguel Arcanjo “Peneco”, Wilsinho Barbosa, Wander Santos Dias, Jamilton Cordeiro, Ubirajara Reinaldo, João Ribeiro, Ernani Erbiste, Eudes Costa Bento e José Alves Fortes.

Abaixo, algumas imagens clicadas durante o evento…

(*) Flávio Senra é aluno formando, com muito orgulho, do ano de 1969, e desde 1993 é o Editor-Diretor do Jornal Além Parahyba

Fotos: Flávio Senra