quinta-feira, abril 23, 2026
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Oposição promete paralisar Congresso após adiamento da CPMI do 8/1: “Obstrução total”

Parlamentares da oposição reunidos para discutir estratégias após adiamento da CPMI do 8/1, prometendo paralisar o Congresso Nacional em protesto.

Pacheco e Lira, presidentes, respectivamente, do Senado a da Câmara dos Deputados. Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi o responsável por adiar a sessão. (foto: Reprodução)

Em resposta ao adiamento da sessão conjunta entre Câmara e Senado que barraria a CPMI para investigar os atos de 8 de janeiro, parlamentares da oposição decidiram pela “obstrução total” no Congresso Nacional. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi responsável por adiar a sessão.

Os parlamentares contrários ao governo Lula (PT) se reuniram e consideraram levar o caso à Justiça, mas optaram por não judicializar a situação, temendo que isso atrasasse ainda mais a leitura do pedido de abertura da investigação.

A oposição planeja obstruir os trabalhos de comissões e as pautas do plenário da Câmara e do Senado com o objetivo de impedir a votação de propostas e debates importantes para o governo petista.

A reunião ocorreu no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros parlamentares presentes incluíram os senadores Jorge Seif (PL-SC), Tereza Cristina (PL-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio.

Eduardo Bolsonaro afirmou que alguns parlamentares de oposição podem decidir acionar o STF (Supremo Tribunal Federal), apesar de não ser a orientação das lideranças. O senador Jorge Seif reconheceu que a semana de feriado enfraquece o esforço de obstrução, mas serviria como um sinal para Pacheco.

A sessão de ontem (18), no Congresso foi remarcada para o dia 26, às 12h, após a apresentação de requerimentos das bancadas da maioria da Câmara e do Senado. A decisão favorece o governo Lula (PT) e aconteceu após Pacheco se reunir com líderes das duas Casas.

Aliados do Palácio do Planalto tentaram desidratar o apoio em torno do requerimento para a instalação da CPMI. Entretanto, o número de assinaturas é suficiente para iniciar a CPMI, segundo deputados de oposição.

Nos bastidores, governistas minimizam o possível desgaste para Lula se a CPMI for instalada, afirmando que o presidente não sofreria com a investigação. Contudo, o governo teme que a comissão tire o foco dos parlamentares de outras pautas consideradas prioritárias, como a reforma tributária.

Fonte: Site Informax Brasil – Por Cândido Neto