sexta-feira, maio 22, 2026
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Confirmada a realização de encontro de banda nas comemorações do 130º aniversário da Sociedade Musical Carlos Gomes

Evento comemorativo acontecerá no 16 de agosto; entidade musical foi fundada em 15/08/1896.

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Primeira formação da Sociedade Musical Carlos Gomes, fundada em 15 de agosto de 1896. (Foto: Reprodução / Arquivo Jornal Além Parahyba)

Com o apoio do Jornal Além Parahyba, da Prefeitura Municipal e da Secretaria Municipal de Cultura, a Sociedade Musical Carlos Gomes estará comemorando o seu 130º aniversário presenteando a comunidade alemparaibana e da região com o grande evento que deve contar com a participação de cinco entidades musicais da região.

A ideia partiu de uma conversa informal entre o maestro Hamilton Carvalho de Souza, diretor e regente da entidade musical, e o editor do Jornal Além Parahyba, Flávio Senra. Após o bate-papo, o assunto foi levado até o prefeito alemparaibano Dr. Paulo Henrique Marinho Goldstein, e o titular da Pasta da Cultura, professor Cassiano Ferreira, que decidiram abraçar a realização do evento que vai acontecer no dia 16 de agosto próximo, um domingo, valendo ressaltar que a Carlos Gomes completará 130 anos de existência um dia antes, ou seja, em 15 de agosto.

A maioria das providências para a realização do evento já foram sanadas, valendo ressaltar que este acontecerá no espaço municipal conhecido como Vassourão, com início programado para iniciar por volta de 8/9 horas da manhã, quando as bandas de música convidadas e a homenageada promoverão uma grande retreta com término programado para terminar por volta das 13 horas.

“Acredito que teremos um grande público prestigiando o aniversário de 130 anos de fundação de nossa Carlos Gomes. A bem da verdade, essa comemoração será um presentes que nós, membros da direção da entidade musical, e nossos músicos, estarão oferecendo ao povo de Além Paraíba que sempre nos prestigiaram”, enfatiza o maestro Hamilton Carvalho de Souza.

“Estivemos com o prefeito Dr. Paulo que de imediato deixou claro que a municipalidade irá dar total apoio para a realização do evento. Também tratamos do assunto com os secretários Cassiano Teixeira, da Cultura, e Rita Fonseca, da Educação, que estão oferecendo total apoio. Contatos também fizemos com algumas empresas alemparaibanas no sentido de contribuírem na cobertura de algumas despesas que certamente teremos, como divulgação, serviços gráficos, confecção de placas comemorativas ao evento que serão oferecidas às bandas convidadas, etc.”, ressaltou Flávio Senra, diretor e editor do Jornal Além Parahyba.

As tratativas com a bandas participantes do evento estão sendo feitas pelo maestro Hamilton Carvalho e pelo editor do veículo de comunicação, e devem ser as seguintes:

Sociedade Musical Sete de Setembro (Além Paraíba), Banda Musical de Recreio, Sociedade Musical “Maestro Rogério Teixeira” (Cataguases), Banda Musical “4 de Maio” da Igreja Assembleia de Deus (Além Paraíba) e Grupo TrumEncanta (Além Paraíba).

Maestro Firmino Silva: fundador e primeiro mastro da “Carlos Gomes”

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Maestro Firmino Silva, um dos fundadores e primeiro maestro da Sociedade Musical Carlos Gomes. (Foto: Reprodução / Arquivo Jornal Além Parahyba)

Nascido em São João d’El Rei no ano de 1860, Firmino Silva morava com a mãe e dois irmãos: Prisciliano Silva e outro que morreu na Guerra do Paraguai.

Firmino Silva foi um grande músico, tocava vários instrumentos, entre eles o violino e o piano. Apaixonados pela música, ele e seu irmão Prisciliano vieram bem moços para Além Paraíba e se dedicaram à arte e ao dom que Deus lhes dera. Firmino, com sua capacidade musical, rapidamente conquistou vários alunos na cidade, e seu irmão preferiu continuar estudando com mais profundidade, tornando-se um famoso maestro. Prisciliano tocava tão bem que foi premiado com um convite: tocar piano num grande concerto no Teatro de Milão, na Itália, uma das mais importantes casas musicais de toda a Europa.

Enquanto Prisciliano conquistava o povo europeu, Firmino continuou em Além Paraíba, lecionando piano, violino e outros instrumentos. E foi através da música que se apaixonou por Elvira Costa, nascida em 1880, filha de Heliodoro Costa e de Adelaide Costa, residentes na Fazenda da Arapoca. Foi seu professor naquela importante propriedade rural.

Firmino Silva e Elvira Costa se casaram em 1906, e tiveram os seguintes filhos: Ziláh, Iracema, Jucyra Silva, Marília, casada com o Inimá Santos Ferreira, Ináh e Heraldo Silva, casado com Batistina Oliveira Silva. Muitos de seus filhos seguiram a carreira de musicistas.

Esse grande músico que adotou Além Paraíba como sua terra querida formou uma linda orquestra em que participavam somente músicos competentes. Foi também um dos fundadores da Sociedade Musical Carlos Gomes, onde foi o primeiro maestro e a quem chamava carinhosamente de “minha filha mais velha”. Seu filho Heraldo foi também maestro da “Carlos Gomes”, com grande êxito.

Também professor, Firmino Silva fundou um colégio em sua própria casa, na Vila Laroca, onde era auxiliado por sua esposa Elvira. Foi, também, diretor do Liceu Operário, da Estrada de Ferro Leopoldina.

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Parte da partitura da valsa “Saudade de Porto Novo”, composta por Firmino Silva quando residiu em Pirapetinga.
(Foto: Reprodução / Arquivo Jornal Além Parahyba)

Após receber uma proposta de trabalho foi lecionar em Pirapetinga, e lá compôs uma valsa intitulada “Saudade de Porto Novo”, demonstrando seus puros sentimentos e a saudade da terra adotiva. Tempos depois, recebeu convite para trabalhar em Leopoldina, para ser professor no Ginásio e na Escola Normal, tendo sido um dos fundadores da “Banda Musical Santa Cecília”. Anos depois retornou para sua querida Além Paraíba.

Durante a Revolução de 1930, Firmino Silva compôs um dobrado que dedicou ao Marechal Americano Freire, que ficou muito emocionado quando ouviu pela primeira vez a música tendo-o abraçado com grande carinho.

O maestro Firmino Silva faleceu aos 72 anos de idade, no dia 12 de dezembro de 1932, deixando uma grande lacuna no cenário musical alemparaibano.

(Texto de Mauro Senra)