sábado, junho 20, 2026
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Jaques Wagner já foi alvo de delações da Odebrecht antes de escândalo do Banco Master

Antes do escândalo do Banco Master, Jaques Wagner já acumulava citações em delações da Odebrecht na Operação Lava Jato com acusações de propina.

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O ex-governador da Bahia Jaques Wagner pode ter problemas com a Justiça. ( Foto: Reprodução/Mídias Sociais)

A inclusão do senador Jaques Wagner (PT-BA) nas investigações da Operação Compliance Zero trouxe de volta à tona um passado repleto de acusações envolvendo o parlamentar. Muito antes de seu nome aparecer ligado ao Banco Master, o ex-governador da Bahia já figurava em depoimentos de executivos da Odebrecht durante a Operação Lava Jato.

Novo escândalo envolve apartamento milionário e jatos particulares

A Polícia Federal (PF) aponta que o líder do governo Lula no Senado teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os investigadores também identificaram que o petista utilizava jatos particulares do banqueiro e que repasses financeiros teriam sido feitos por meio da empresa da esposa de seu enteado, Bonnie Bonilha.

Delações de 2017 já apontavam esquemas de favorecimento

O histórico de problemas com órgãos de controle é extenso. Em 2017, quando os principais executivos da empreiteira Odebrecht firmaram acordos de delação premiada, os depoimentos já descreviam em detalhes a proximidade de Jaques Wagner com esquemas voltados ao favorecimento de grandes grupos empresariais.

US$ 12 milhões para campanha e relógios de luxo

Marcelo Odebrecht e o executivo Carlos José Fadigas de Souza Filho relataram aos procuradores que Jaques Wagner cobrou US$ 12 milhões destinados à sua campanha de reeleição ao governo da Bahia, em 2010. Em contrapartida, o petista teria garantido benefícios fiscais bilionários vinculados ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as indústrias da construtora.

O diretor Cláudio Melo Filho não apenas confirmou esses repasses como acrescentou que o político também recebeu de presente dois relógios de luxo, cujo valor total foi estimado em US$ 24 mil.

Propina de R$ 10 milhões condicionada a pagamento estadual

As delações da Odebrecht também revelaram movimentações suspeitas nas eleições de 2014. Segundo os delatores, a liberação de R$ 10 milhões para o caixa do Partido dos Trabalhadores ficou atrelada à quitação de uma dívida do Estado com a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia. Assim que o governo Wagner autorizou o pagamento de R$ 60 milhões à empreiteira, o valor da propina foi depositado em favor dos aliados do petista.

Codinomes nas planilhas do setor de propinas

O avanço das investigações ao longo da década passada expôs como funcionava a contabilidade paralela da Odebrecht. Documentos apreendidos mostraram que os operadores do esquema alteravam os apelidos atribuídos às autoridades conforme o ano e a empresa do grupo responsável pelo pagamento.

Jaques Wagner, que também ocupou o cargo de ministro-chefe da Casa Civil durante o governo de Dilma Rousseff, aparecia nos registros dos delatores sob os codinomes de “Passivo” e “Polo”.

As planilhas secretas do grupo traziam ainda codinomes para outros nomes de peso do Congresso Nacional que compartilhavam o balanço das fraudes. O ex-senador Romero Jucá (PMDB-RR), por exemplo, também figurava nos registros oficiais da Lava Jato.

Fonte: Portal-Site Contra Fatos