terça-feira, outubro 6, 2026
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Bethânia Reis, Flávia Abreu e Laiz Perrut não conquistaram os votos necessários nas urnas de Além Paraíba

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Bethânia Reis, Flávia Abreu e Laiz Perrut. (Fotos: Reprodução – Rede Social)

O sonho de Além Paraíba conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa de Minas Gerais mais uma vez rolou ladeira abaixo.

Nenhuma das três candidatas ao cargo de deputada federal ou estadual, Bethânia Reis, Flávia Abreu e Laiz Perrut, conseguiram alçar voo por um simples motivo – faltou voto.

Bethânia Reis, ex-secretária de saúde, pela segunda vez tentou uma das vagas para a Câmara dos Deputados. Os 2.918 votos contabilizados em 2022, caíram para 465 no último domingo, sendo 345 obtidos em Além Paraíba.

Já a estreante Flávia Abreu, que lançou seu nome fazendo dobradinha com o candidato à reeleição a deputado estadual Dr. Wilson Batista, que aliás não se reelegeu, conquistou nas urnas alemparaibanas 622 votos, totalizando também magros 794 em todo o estado.

E apesar de não residir mais em sua terra natal, mas possuidora de fortes laços familiares na boa terra banhada pelo Rio Paraíba do Sul, Laiz Perrut, aguerrida vereadora no município de Juiz de Fora, candidatou-se a deputada estadual e obteve nas urnas alemparaibanas 2.711 votos, totalizando 29.345 em todo o estado.

Voltando aos idos da década de 1990, Além Paraíba teve uma clara chance de eleger um filho seu deputado estadual, ocasião em que o então vereador Ocimar de Castro Neto quase, praticamente bateu na trave, alcançasse êxito numa das vagas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Caso tivesse mais 2,5 mil votos, o município alemparaibano teria sido brindado com o deputado “Filho da Terra”, aliás o slogan de sua campanha.

Registram-se, três dos então considerados como políticos de ponta e peso eleitoral no município, o então prefeito Fernando Lúcio Ferreira Donzeles, Elias Fadel Sahione, duas vezes prefeito, e Serginho Ribeiro que anos depois foi titular do Poder Executivo Municipal por duas vezes, não esboçaram um mínimo gesto de apoio a Ocimar, sendo que seus candidatos àquela ocasião levaram para suas casas cerca de 8 mil votos dos eleitores alemparaibanos.  

Ocimar conquistou pouco mais de 9 mil votos nas urnas da boa terra, alcançando pouco mais de 12 mil em todo o estado. Como citado anteriormente, caso os três então caciques políticos tivessem dado a Ocimar 2,5 mil dos 8 mil que ofertaram aos então apelidados “lambaris de enxurrada” que surgem a cada quatro anos no município catando votos alemparaibanos, talvez a realidade política local fosse outra.

EM TEMPO: à ocasião, dois nomes de peso político apoiaram Ocimar de Castro Neto – Zezinho Fortes, que inclusive vinha como candidato a deputado federal, e Miguel Belmiro de Souza, que disputara eleição municipal pela primeira vez em 1992 e ficara com um honroso segundo lugar.