domingo, agosto 2, 2026
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Museu de História e Ciências Naturais comemora o seu 30º aniversário na próxima quarta-feira, dia 21 de agosto

Criado por um grupo de jovens alemparaibanos que tinham acabado de concluir o Ensino Médio na Escola Estadual São José, o Museu de História e Ciências Naturais de Além Paraíba (MHCN) estará comemorando na próxima quarta-feira, dia 21 de agosto, o seu 30º aniversário de fundação.

A reunião para a fundação da instituição, certamente a mais importante dos últimos tempos voltada às áreas da Cultura e da Preservação da História do município alemparaibano, aconteceu no Salão Nobre do Colégio Além Paraíba – CAP, que à ocasião tinha como diretor o professor José Augusto Pinto Ferreira, o saudoso Zeca, que cedeu uma das salas de aula do educandário para o desenvolvimento das primeiras atividades, pesquisas e busca das primeiras peças que hoje compõem o acervo do museu.

Após um curto período, o MHCN mudou de endereço indo para a Escola Estadual Santa Rita, mais especificamente na Biblioteca daquele educandário do bairro Santa Rita, onde abrigou parte de seu acervo e as reuniões que a entidade realizava. Após alguns meses sediado naquela escola, o acervo acabou sendo transferido para a residência de seu diretor, André Martins Borges, no bairro Morro Santa Rosa. Nesse período, já sendo reconhecido por boa parcela da população e algumas autoridades locais como de grande importância, a entidade começou a receber doação de fotos e livros antigos, além de realizar algumas pesquisas, uma delas no histórico distrito de Angustura. Nesta ocasião, a entidade também recebeu a visita do Conselho Municipal de Cultura, à época presidida pelo saudoso professor José Alves Fortes, o Zezinho Fortes.

Com o apoio e indicação de Zezinho Fortes, o MHCN começou a realizar pequenas exposições na Casa da Cultura a convite da Secretaria Municipal de Cultura, que após uma dessas exposições convidou a entidade para transferir seu acervo para uma das salas existentes no piso superior naquele local onde permaneceu até o ano de 1993. Naquele ano, a direção da entidade recebeu as chaves de parte dos antigos Armazéns da Estrada de Ferro Leopoldina, localizados na Estação Ferroviária de Porto Novo, onde tinha funcionado uma antiga loja de material agrícola. As chaves foram entregues pelo então titular da Pasta da Cultura, professor José Alves Fortes, que na ocasião, enxergando o grande potencial do MHCN para o município, disse que naquele momento era o que Pasta poderia fazer.

Quando entrou no prédio, a diretoria do Museu já tinha mudado a sua formação inicial e novos associados haviam chegado, assim como novos parceiros, patrocinadores e apoiadores, entre eles a Artycuna Informática e a Prefeitura Municipal de Além Paraíba. Passados alguns anos, entre 2003 e 2005, foi realizada uma primeira grande reforma no prédio, cuja finalidade era oferecer mais visibilidade e condições da entidade receber o seu acervo.

Neste momento, de grande relevância foi receber o Banco do Brasil, através de sua Gerência local, como parceiro na implantação de um Telecentro para acesso à internet e a cursos de informática on-line. Também naquela ocasião, importante foi receber como parceira a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais que trouxe até a sede do Museu um curso de elaboração de projetos nos mecanismos de incentivo à cultura.

Em 2003, a entidade teve o seu primeiro projeto cultural apoiado pela Prefeitura Municipal de Além Paraíba, seguido, em 2005, conquistado o seu primeiro projeto patrocinado pela Companhia Força e Luz Cataguases Leopoldina, atual Energisa Minas-Rio.

Em 2007, com o apoio do Ministério da Cultura, o MHCN inaugurou sua primeira sala de exibição de filmes – o Ministério fez a doação dos equipamentos e a empresa Garcia Atacadista doou cadeiras.

Com os resultados altamente positivos que foram alcançados, desde então nunca mais a direção do MHCN deixou de buscar os recursos para ampliar e desenvolver projetos culturais dentro do município de Além Paraíba, estendendo-os para toda região.

Em 2010, graças ao patrocínio da Energisa e da sensibilidade de Mônica Botelho, então presidente da Fundação Cultural “Ormeu Junqueira”, foi realizada a primeira grande reforma no prédio que a entidade ocupa na Estação Ferroviária de Porto Novo. Além de levar seu projeto para 15 cidades da Zona da Mata Mineira, através do Ponto de Informação Histórica, ainda em 2010, foi aprovado o primeiro Ponto de Cultura de Além Paraíba e o Ponto de Cultura Estação Digital que oferece oficinas de audiovisual, teatro para surdos e quadrinhos. Atualmente o foco do Ponto de Cultura é apenas o audiovisual.

Em 2013, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, a entidade digitalizou todo o acervo de jornais da antiga FUNCAP, além de todo o acervo fotográfico daquela entidade, além de preservar os originais e acondicionar corretamente as fotos para as gerações futuras.

Em 2014, também com patrocínio da Energisa, foi produzido o média-metragem “La Belle Époque – Memórias do Cinema na Mata Mineira”, onde foram resgatadas as histórias das antigas salas de cinema da Zona da Mata, valendo registrar que o filme teve a participação de Elke Maravilha, Thiago Lacerda, Gilray Coutinho, entre outros, sendo dirigido por André Martins Borges.

Ainda em 2014, o Ponto de Cultura Estação Digital, com recursos do Fundo Estadual de Cultura, realizou oficinas de vídeo que resultaram na realização do I Festival de Curtas Metragem de Além Paraíba, realizado no Cinema Brasil.

Em 2015, numa pequena sala de exibições, a entidade deu início ao seu projeto cultural de formação de público de cinema que recebeu o título de “PopCine – Circuito Popular de Cinema”. O projeto, que oferece sessões de cinema gratuitas para alunos da rede pública de ensino, em seus primeiros dois anos foi patrocinado pela empresa alemparaibana Zamboni Atacadista, a partir da Lei Rouanet.

Também em 2015, em parceria com a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – Regional Porto Novo, e a Secretaria de Estado da Cultura através de uma emenda parlamentar do deputado estadual Rogério Correa, o MHCN financiou a recuperação da Locomotiva a Vapor nº 51, visando implantar um trem turístico em nossa cidade. Neste mesmo ano, o DNIT fez a cessão de parte da Estação de Porto Novo para o Museu utilizar como sua sede.

Em 2016, o DNIT e o IPHAN firmaram com o MHCN um acordo de cessão dos Torreões da Estação de Porto Novo para a recuperação, valendo ressaltar que o IPHAN em muito contribuiu na aprovação do 1º projeto de Restauração de Requalificação de uso da Estação Ferroviária de Porto Novo. Também neste ano, foi realizada a primeira reforma do Telhado e da Estação onde o museu possui a sua sede, além da ampliação da sua área de exposição.

Ainda em 2016, com recursos do Projeto Filmes em Minas, da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, foi recuperado e lançado em DVD, o último filme do cineasta voltagrandense Humberto Mauro, “A Noiva da Cidade”, dirigido por Alex Viany. A recuperação do filme foi tema de ampla reportagem realizada pelo jornal O Globo e de diversos programas da Rede Minas de Televisão, em Belo Horizonte.

No ano 2017, a sala de cinema que existia passou por uma grande reforma, tendo como patrocinadores a Zamboni Atacadista, a Energisa, a Prefeitura de Além Paraíba, mais recursos financeiros advindos de uma emenda parlamentar do então deputado estadual Rogério Correa. Com os recursos, a sala de cinema mantém desde então o seu formato atual.

Ainda em 2017, com recursos do mesmo deputado Rogério Correa e em parceria com a ABPF Regional Porto Novo, foi construído o primeiro carro de passageiros da Locomotiva a Vapor 51.

Desde 2018, a Energisa passou a ser o patrocinador Master do Projeto PopCine, já tendo renovado o patrocínio em 2024 até 2025. Em mais de 7 anos de projeto, já foram atendidos mais de 80 mil espectadores, com sessões gratuitas.

Em 2019, o DNIT cedeu ao MHCN a Estação Ferroviária de Simplício, visando desenvolver o projeto turístico da Locomotiva a Vapor 51. Desde então, a entidade mantém uma parceria com a iniciativa privada na ocupação de parte da estação, além de uma exposição no 2º andar daquela histórica estação ferroviária.

No ano de 2021, através de recursos obtidos através de recursos de emenda parlamentar do deputado Christano Silveira, o MHCN equipou em sua sede um estúdio de gravação de memórias e diversos outros equipamentos para as suas atividades culturais. Em 2022, teve outro projeto aprovado com recursos do Fundo Estadual de Cultura para a realização dos serviços necessários para a obtenção do AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), que teve os serviços finalizados em 2023.

Em 2023, com recursos da Lei Paulo Gustavo do município de Além Paraíba, foram iniciadas sessões de cinema inclusiva para neurodivergentes e sessão adaptada de cinema com som reduzido, luzes parcialmente acesas e temperatura amena. As sessões tiveram prosseguimento a partir do edital da Lei Paulo Gustavo da Secretaria de Estado da Cultura, sendo realizado pelo Ponto de Cultura.

Em 2023, a entidade foi selecionada pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), através de uma emenda parlamentar do agora deputado federal Rogério Correa, que durante o ano de 2024 está proporcionando uma visita guiada ao acervo do Museu. Vale ressaltar ainda que, desde 2005, a Prefeitura Municipal de Além Paraíba é uma das responsáveis pela manutenção do espaço do museu, mantendo-o aberto e gratuito para a comunidade e turistas.

Ainda neste ano de 2024, bem como no próximo ano de 2025, o MHCN irá circular pelo município com uma sala de cinema itinerante, assim como fez em 2014, com recursos da Lei Paulo Gustavo, através da Secretaria de Estado de Cultura.

A sede do Museu de História e Ciências Naturais desde 2003 foi ampliada e a Estação Ferroviária de Porto Novo foi recuperada e ocupada com a produção cultural. Deixaram de circular os trens em agosto de 2015, mas a cultura pelo outro lado ocupou e ampliou o seu espaço na Estação.

“Que venham mais 30, 60, 90 anos, e lá estaremos”, afirma seu diretor-presidente, professor André Martins Borges.

Abaixo, algumas imagens de parte desse período em que o Museu de História e Ciências Naturais mostrou que pode ser até difícil, mas não é impossível incentivar a Cultura e preservar a História do município de Além Paraíba…