Moradores de Angustura e Marinópolis afirmam existir uma invasão de escorpiões nas localidades

Diversos casos de surgimento de escorpiões estão sendo verificados nas vilas alemparaibanas de Angustura e Marinóplis, são afirmativas de moradores das localidades. O animal invertebrado artrópode, enquadrado na classe dos aracnídeos, tem sido visto com grande frequência em inúmeras residências, provocando temor de pais e mães que enxergam, com grande preocupação, a exposição de seus filhos e idosos.
Alguns casos em adultos já teriam sido registrados, mas nenhuma providência foi vislumbrada por parte das autoridades, em especial da Vigilância Sanitária que é subordinada à Secretaria Municipal de Saúde.
Em alguns bairros alemparaibanos, como os bairros do Goiabal, Terra do Santo e Morro do Cipó, já possuem dados da infestação desses animais peçonhentos, geralmente de hábitos discretos e noturnos que se escondem durante o dia sob troncos, cascas e folha de árvores.
Os escorpiões (*)
Escorpiões são animais carnívoros e têm geralmente hábitos de sair de noite, quando caçam e se reproduzem. Detectam suas presas por vibrações no ar, no solo e sinais químicos, todos detectados por sensíveis pelos distribuídos principalmente nas suas pinças e patas. Sua alimentação é baseada em principalmente em insetos e aranhas, mas podem se alimentar de outros escorpiões (o canibalismo é uma prática comum entre todos os aracnídeos), lagartos e até pequenos roedores e pássaros. Os escorpiões conseguem comer quantidades imensas de alimento, mas conseguem sobreviver com 10% da comida de que necessitam, podendo passar até um ano sem comer e consumindo pouquíssima água, quase nada durante sua vida inteira.
Os predadores naturais do escorpião são aves, alguns répteis (cobras e alguns lagartos), algumas aranhas, formigas, entre outros. Na natureza, o tamanho é essencial para determinar quem é presa ou predador.
O ferrão do escorpião (chamado de telson), além de servir para agarrar a presa, defender-se, e no acasalamento, inocula na presa um veneno. Este veneno contém uma série de substâncias cuja composição química não está bem definida, porém contém neurotoxinas, histaminas, serotonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outras. Parece, segundo os pesquisadores, que as neurotoxinas agem sobre as células nervosas da presa, com uma certa especificidade, dependendo do tipo de animal.
É interessante saber que a toxicidade do veneno de um escorpião pode ser comparada com o tamanho de seus pedipalpos (o equivalente ao braço humano do escorpião); quanto mais robustos os pedipalpos, menos o escorpião utiliza-se do veneno para com suas presas e quanto menores eles forem, mais o veneno do escorpião pode ser letal às suas presas.
O veneno de escorpiões do tipo Tityus serrulatus, que parece ser o veneno mais tóxico de todos os escorpiões da América do Sul, age sobre o sistema nervoso periférico dos humanos, causando dor, pontadas, aumentando a pulsação cardíaca e diminuindo a temperatura corporal. Estes sintomas, devido ao seu peso corporal, são mais acentuados em crianças, e devido às condições físicas, aos idosos. Todos os escorpiões são venenosos, porém apenas 25 espécies podem ser mortais aos humanos. Sua ferroada assemelha-se em grau de toxicidade da ferroada de uma abelha.
O tratamento consiste na aplicação local da ferroada de um anestésico (lidocaína a 2%) e soro antiescorpiônico (obtido de escorpiões vivos). O tratamento deve ser hospitalar, de preferência com a apresentação do escorpião para facilitar o diagnóstico e o tratamento.
(*) Fonte: Wikipédia – Enciclopédia Livre da Internet
Fonte: Populares residentes em Angustura e Marinópolis / Foto: Morador de Angustura



