Escola-Creche Municipal “Lídia Regina da Silva Ferreira”
Obra inacabada em Angustura traz indagações da população de quando será concluída.

Uma das grandes aberrações deixadas como herança pela gestão municipal alemparaibana anterior para a atual, a construção da Escola Municipal “Lídia Regina da Silva Ferreira”, em Angustura, é talvez a maior já vivenciada na área da Educação do município que ora é governado pelo prefeito Dr. Paulo Henrique Marinho Goldstein.
Iniciada em 07 de julho de 2022 pela empresa JMR e Serviços Técnicos Ltda., com recursos na ordem de R$ 1.669.840,20 (hum milhão, seiscentos e sessenta e nove mil, oitocentos e quarenta reais e vinte centavos), a construção da unidade escolar da rede municipal de Educação que serviria, também, como creche para atender as mães que necessitam deixar seus filhos para poderem trabalhar, tinha o prazo de 365 dias para ser concluída, e até hoje, é o que pode ser constatado, como diz no popular “neca de pitibiriba”.
O terreno para a construção da unidade foi doado para a municipalidade por herdeiros do produtor rural Gastão Rodrigues Ferreira, e até hoje não foi concluída apesar da existência, como se tivesse sido inaugurada, de uma placa afixada com dados do governo municipal anterior onde estão anotados os nomes do ex-prefeito Miguel Belmiro de Souza Júnior, da ex-secretária municipal de Educação Tatiana Reis Gonçalves e do então secretário municipal de Obras e Serviços Públicos Plínio José Mendes Moreira Filho, ainda na atualidade como titular da referida Pasta, e outros.
A obra, para os padrões do distrito de Angustura é de certa forma gigantesca e dificilmente terá o seu funcionamento pleno. Tal afirmativa chegou ao conhecimento deste veículo de comunicação (Jornal Além Parahyba), através de uma conversa informal com a atual titular da Pasta de Educação, professora Rita Fonseca, que relatou oficiosamente o distrito alemparaibano não possuir alunos suficientes para ocupar os bancos escolares na nova unidade educacional, bem como crianças para serem atendidas na parte onde funcionará a tão prometida Creche Municipal. Na conversa informal a educadora até mesmo ironizou a situação enfatizando que para dar pleno funcionamento à nova unidade talvez fosse necessário importar crianças e alunos de outras localidades vizinhas.
Vale ainda ressaltar que a obra até o momento não foi concluída, e certamente mais recursos financeiros deverão ser gastos para que isto ocorra. A quadra de esportes que foi construída, por exemplo, certamente é alvo de críticas por qualquer leigo, isto sem contar que para o funcionamento ainda faltam detalhes imprescindíveis para o seu funcionamento, tais como: a construção de muro de proteção; corrimão numa das portas de acesso; um melhor acabamento em toda extensão da obra já que a existente é de péssima qualidade; calçamento da rua já que com o grande fluxo de veículos que existe é provocado um grande volume de poeira que certamente será prejudicial às crianças que lá estudarão ou serão atendidas no serviço de creche; etc.
Registra-se, também, que recentemente uma grande quantidade de móveis e utensílios foram “guardados” no interior da obra, o que é uma temeridade já que poderão ser alvo dos famosos “amigos do alheio”.
Pelas informações que circulam no centenário distrito alemparaibano, não existe uma previsão de quando a obra, que até o momento “torrou” quase R$ 1,7 milhão do dinheiro do contribuinte, não importa de onde saiu, se do município ou do estado, dificilmente será entregue neste ano de 2025.
Com a palavra a atual gestão municipal que herdou o “abacaxi”, e porque não também o Ministério Público do Estado Minas Gerais que possui representação junto à Comarca de Além Paraíba.
Abaixo, mais imagens da obra inacabada…









