domingo, abril 19, 2026
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Jaguatirica é avistada durante ronda em Unidade de Conservação do Estado em Petrópolis

Flagrante foi feito por guarda-parques do Instituto Estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro (INEAS-RJ) no Monumento Natural da Serra da Maria Comprida.

Uma equipe de guarda-parques do Instituto Estadual do Meio Ambiento do Rio de Janeiro (INEA-RJ), que atua no Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida, flagrou uma jovem Jaguatirica (Leopardus pardalis) durante ronda realizada na semana passada na Unidade de Conservação que abrange áreas com vegetação de Mata Atlântica em Secretário, Araras, Vale das Videiras e Itaipava. O felino, de aparencia jovem e saudável, caminhava em uma estrada de terra batida, se surpreende com a presença da equipe, fica em alerta por alguns segundos e depois retorna para a floresta que cerca o local.

“A presença deste animal é um indicativo de qualidade ambiental e reforça que estamos no caminho certo quando o assunto é preservação da Mata Atlântica, que é um dos biomas mais ricos do mundo”, destaca o secretário do Ambiente e Sustentabilidade Bernardo Rossi.

A biologa do MONASMC, Valeska Ribeiro, explica que como mesopredador, a espécie desempenha papel essencial na regulação das populações de pequenos e médios vertebrados, contribuindo para o equilíbrio ecológico do ecossistema local.

“A presença demonstra que a unidade mantém habitat florestal conservado, com disponibilidade adequada de presas e baixa pressão antrópica, elementos fundamentais para a manutenção de felinos neotropicais”, explica a bióloga.

A presença também reforça a importância da UC dentro da conectividade da paisagem, especialmente na Mata Atlântica, onde a fragmentação afeta diretamente a viabilidade de espécies de maior exigência ecológica.

O registro evidencia pontos importantes como a Integridade e funcionalidade do ecossistema; a Importância da UC como refúgio para fauna sensível; e a relevância da conservação e manejo contínuo da área para manter populações de médio porte e seus processos ecológicos associados.

O bióloga do INEA-RJ destaca que a jaguatirica costuma evitar qualquer contato com pessoas, e em encontros ocasionais a curta distância, como o ocorrido com a equipe do Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida, sua reação típica é de cautela. Ela observa por alguns segundos para avaliar se há risco, mantém postura atenta e logo se afasta em direção à mata. Esse comportamento discreto e evitativo é natural da espécie, que não demonstra agressividade em situações casuais e prioriza sempre a fuga.

Nestes casos a orientação é pra manter a calma, distância e silêncio. “A jaguatirica não costuma atacar pessoas e, ao perceber que não há ameaça, tende a se afastar sozinha. O ideal é não correr, não fazer movimentos bruscos, não tentar se aproximar, filmar ou seguir o animal. Basta recuar devagar, mantendo o animal sempre no campo de visão, e permitir que ele escolha a rota de fuga”, orienta a bióloga Valeska Ribeiro.

Fonte: Diário de Petrópolis / Foto: INEA-RJ