sábado, abril 18, 2026
DESTAQUENOTÍCIASREGIÃO

R$ 100 mil: vereador denuncia compra de voto em eleição da Câmara Municipal de Mercês (MG)

O vereador Marcélio Estevan Teixeira exibe no plenário o cheque e o dinheiro recebido supostamente pelo empresário Calixto Domingues Neto. (Foto: Portal-Site Notícias de Rio Pomba)

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Mercês, município distante 156 quilômetros de Além Paraíba, terminou na delegacia e com grave denúncia de compra de voto.

O processo de escolha seguia com cada parlamentar anunciando seu voto até chegar o momento da manifestação do vereador Marcélio Estevan Teixeira.

Antes de votar, ele pediu a palavra e disse que foi procurado pelo empresário Calixto Domingues Neto para vender o seu voto por R$ 100 mil, sendo R$ 50 mil em espécie e o restante em cheque. Segundo o vereador, para isso ele teria que votar no candidato José Ivânio de Oliveira.

O vereador Marcélio, que exibiu no plenário o dinheiro e o cheque oferecido, afirmou que aceitou a proposta apenas com o objetivo de desmascarar o esquema. A defesa do vereador prometeu entregar na quarta-feira (03), na delegacia, imagens que podem comprovar a denúncia. O acusado, empresário Calixto Domingues, não foi encontrado.

No final, venceu a eleição para a presidência da Câmara Municipal de Mercês o vereador José Elísio Ribeiro Coelho, com cinco votos, aliado do prefeito afastado Donizete Barbosa de Oliveira, também conhecido como Donizete Calixto, contra quatro votos do vereador José Ivânio, que seria o candidato da escolha do empresário Calixto, acusado da suposta compra de votos.

Calixto é irmão de prefeito afastado Donizete. Os dois são adversários políticos.

Toda confusão foi registrada em Boletim de Ocorrência feito pela Polícia Militar.

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Mercês ganhou importância na cidade porque o atual prefeito é o, então, presidente do Legislativo Municipal Carlos Henrique Faria.

O prefeito eleito em 2024, Donizete Barbosa de Oliveira, teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais e não tomou posse.

O julgamento foi retomado em novembro pelo Tribunal Superior Eleitoral, que vai decidir se os votos de Donizete serão validados ou uma nova eleição, em Mercês, será marcada.

Fonte: Portal-Site RKF (Kadu Fontana), com informações do jornalista Ricardo Ribeiro.