quinta-feira, junho 4, 2026
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Santo Antônio do Aventureiro vai comemorar o seu santo padroeiro com shows de Felipe Deluka e Banda Força Oculta

Evento contará com o 10º Passeio Ciclístico / 4ª Bike Fest que acontecerá no dia 14 de junho.

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A bela Igreja Matriz de Santo Antônio, padroeiro de Santo Antônio do Aventureiro, localizada na Praça Barão da Conceição. (Foto: Flávio Senra / Arquivo Jornal Além Parahyba)

Uma das mais tradicionais festas de santos padroeiros de municípios brasileiros, a de Santo Antônio, vai movimentar o município de Santo Antônio do Aventureiro.

O evento, organizado pela Paróquia de Santo Antônio e o Conselho Econômico Administrativo, tem o apoio da municipalidade aventureirense e da Polícia Militar de Minas Gerais, e contará com grandes atrações além de atos litúrgicos na Igreja Matriz e ruas da cidade.

Para abrilhantar a festa, a Prefeitura Municipal, além de oferecer os serviços de sonorização que será realizada pela empresa HLO Produções, leia-se Guto e Miguel, contratou dois shows de artistas da região de grande agrado junto a população aventureirense: Felipe Deluka, que se apresentará no dia 12, sexta-feira, e a Banda Força Oculta, para o sábado, dia 13, data do santo padroeiro do município serrano.

10º Passeio Ciclístico / 4ª Bike Fest

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Programação do 10º Passeio Ciclístico / 4º Bike Fest de Santo Antônio do Aventureiro. (SMET-PMSAA)

Também dentro da programação dos festejos do santo padroeiro do município serrano, a Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Aventureiro, através da Secretaria Municipal de Esportes e Turismo, estará promovendo o 10º Passeio Ciclístico / 4ª Bike Fest, evento que acontecerá no domingo, dia 14 de junho, onde é esperada a participação de ciclistas de várias cidades da região.

Segundo Vagner Adão Ferreira, titular da Pasta de Esportes e Turismo, o evento contará com a premiação total de R$ 11 mil em dinheiro, medalhas personalizadas para os 200 primeiros ciclistas inscritos, troféus por faixa etária, além de servir aos participantes um café da manhã, ,almoço pós corrida, área de lazer kids liberada, além de corrida ciclística para a criançada.

O trajeto da prova ciclísticas possui três percursos diferentes – Elite, Reduzido e Iniciante, e contará com belas paisagens e terá início na sede do município, mais precisamente na Praça Barão da Conceição, passando, se repetido o mesmo trajeto da edição realizada no ano passado, deve passar pelo Rio Angu,  Córrego Grande, Retiro, Alto da Conceição, retornando até o local do início da prova.

Santo Antônio de Lisboa, de Pádua e de Santo Antônio do Aventureiro

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Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, nascido em Lisboa no dia 15 de agosto de 1195, padroeiro do município aventureirense. (Imagem / Reprodução Google)

Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, nascido em Lisboa no dia 15 de agosto de 1195, foi um Doutor da Igreja Católica que viveu na viragem do século XII para o século XIII. Foi batizado com o nome de Fernando, mas o seu sobrenome de família é incerto, embora seja comum referir-se de Bulhões.

Primeiramente pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares da Santa Cruz, que seguiam a Regra de Santo Agostinho, no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, indo posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde aprofundou os seus estudos religiosos através da leitura da Bíblia e da literatura patrística, científica e clássica. Ingressou na Ordem dos Frades Menores (franciscanos) em 1220 e viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e em França, retornando posteriormente à Itália, onde encerrou sua carreira. No ano de 1221 fez parte do Capítulo Geral da Ordem em Assis, convocado pelo fundador, Francisco de Assis. Posteriormente, quando a sua eloquência e cultura teológica se tornaram conhecidas, foi nomeado mestre de teologia em Bolonha, tendo, a seguir, pregado contra os albigenses e valdenses em diversas cidades do norte da Itália e no sul de França. Em seguida foi para Pádua, onde morreu em 13 de junho de 1231.

Distinguindo-se em vida como teólogo, místico, asceta e sobretudo como notável orador e grande taumaturgo, sua grande fama de santidade levou-o a ser canonizado pela Igreja Católica apenas 11 meses após a morte. Santo Antônio é também tido como um dos intelectuais mais notáveis de Portugal do período pré-universitário. Tinha grande cultura, documentada pela coletânea de sermões que deixou, onde fica evidente que estava familiarizado tanto com a literatura religiosa como com diversos aspetos das ciências profanas, referenciando-se em autoridades clássicas como Plínio, o Velho, Cícero, Séneca, Boécio, Galeno e Aristóteles, entre muitas outras. O seu grande saber tornou-o uma das mais respeitadas figuras da Igreja Católica do seu tempo. Lecionou em universidades italianas e francesas e foi o primeiro Doutor da Igreja franciscano. São Boaventura disse que ele possuía a ciência dos anjos. Hoje é visto como um dos grandes santos do Catolicismo, recebendo larga veneração e sendo o centro de rico folclore.

Santo Antônio é o padroeiro principal da cidade de Lisboa (São Vicente é o padroeiro do Patriarcado de Lisboa), sendo também o padroeiro secundário de Portugal (a padroeira principal é Nossa Senhora da Conceição). É igualmente padroeiro da cidade italiana de Pádua.

A sua fama de santidade era tamanha que, imediatamente após seu falecimento, o Papa criou uma comissão para proceder à sua canonização. Foi canonizado no ano seguinte, em 30 de maio, pelo papa Gregório IX, em cerimônia na Catedral de Espoleto, quando o novo santo foi elogiado em altos termos. A canonização dele em menos de um ano é a segunda mais rápida da história da Igreja Católica (atrás apenas de São Pedro de Verona). No seu processo, a Igreja considerou 53 relatos de milagres da época, coletados por meio de religiosos incumbidos de entrevistar populares em diversas regiões por onde andou António em vida.

Os seus restos mortais repousam desde 1263 na Basílica de Santo Antônio de Pádua, construída em sua memória logo após a sua canonização. Quando a sua tumba foi aberta para iniciar o processo de transladação dos despojos, a sua língua foi encontrada incorrupta, e São Boaventura, presente no ato, disse que o milagre era prova de que sua pregação era inspirada por Deus. Em 1315 as suas relíquias foram transferidas para uma nova capela na basílica. Foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XII em 16 de janeiro de 1946, com o título de Doctor Evangelicus (Doutor Evangélico), e é comemorado no dia 13 de junho.

Fonte: Wikipédia / Google

Santo Antônio e a tradição no Brasil

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A tradição e o folclore sobre Santo Antônio no Brasil o torna um dos santos mais honrados na cultura popular brasileira. Como exemplo, a charge acima de autoria do artista Rafael Sete. (Reprodução – Rede Social)

Na tradição lusófona, Santo Antônio está acima de todos em prestígio. A sua veneração foi levada de Portugal para o Brasil, onde se enraizou rapidamente e também dominou o coração do povo. Na esquadra de Pedro Álvares Cabral, que aportou no território em 22 de abril de 1500, consta que iam oito frades franciscanos. Sendo eles franciscanos e sendo eles portugueses, é altamente provável que tenham trazido a bordo uma imagem de Santo António. E, nas suas primeiras rezas em solo brasileiro, é natural que tenham recorrido à intercessão do santo. Logo no início da colonização brasileira, foram erguidos conventos franciscanos — o mais antigo, em Olinda, em 1585, depois em 1608, o Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, em 1640 em Santos e, em 1642, em São Paulo.

Era tanta a familiaridade que o santo inspirava, que passou a ser uma espécie de “propriedade privada” de todos. Como relatou Grillot de Givry (1875–1929), “não há casa que o não venere no seu oratório e não satisfeita ainda com isso a comum devoção dos fiéis, cada um quer ter só para si o seu Santo António”. Estava em toda parte: “nos nichos de pedra, pintado em azulejos, a guardar as casas, em caixilhos de seda à cabeceira da cama a vigiar-nos o sono, nos escapulários e bentinhos junto ao peito, a acautelar-nos os passos, esculpido e pintado para preservar dos perigos, pintados nas caixas de esmola, nos santuários e oratórios”.

A familiaridade com que era tratado criou práticas esdrúxulas no culto popular. Se um pedido não era atendido, a imagem do santo podia ser submetida a torturas e castigos. Deitavam-na de barriga para o chão e punham-lhe uma pedra em cima; escondiam-na num poço escuro, retiravam-lhe o Menino Jesus dos braços, ou arrancavam-lhe o resplendor. Acreditava-se que o castigo acelerava a concessão da graça, e explicavam a violência dizendo que em sua juventude o santo desejara morrer martirizado em nome da fé.

É um dos santos honrados nas popularíssimas festas juninas e diversos costumes folclóricos estão ligados a ele. A título de exemplo, no Brasil moças casadoiras retiram o Menino Jesus das estátuas e só o devolvem quando arranjam casamento; uma prece especial, os “responsos”, são feitas para que ele ajude a encontrar objetos perdidos; no dia da sua festa muitas igrejas distribuem pães especialmente abençoados, os “pãezinhos de Santo Antônio”, que devem ser guardados numa lata de mantimentos para que não falte alimento na casa.

Fonte: Wikipédia / Google