quinta-feira, agosto 13, 2026
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Imã paquistanês é deportado da Itália por defender casamento de homens adultos com meninas de 9 anos

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Ali Kashif, do detalhe da imagem, por defender casamento de adultos com meninas de 9 anos, acabou sendo deportado da Itália por determinação da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni. (Foto-arte: Reprodução)

Durante seis anos, Ali Kashif viveu em Brescia, no norte da Itália, e atuou como imã em centros islâmicos da região. Mas uma declaração feita diante de uma câmera escondida transformou sua permanência no país em caso de polícia e imigração.

Em uma reportagem do programa italiano Fuori dal Coro, exibida pela Rete 4, um jornalista se apresentou como alguém interessado em se converter ao islamismo. Durante a conversa, Kashif, paquistanês de 25 anos, afirmou que uma menina poderia ser considerada adulta depois de sua primeira menstruação e, a partir disso, estaria apta a se casar.

Segundo ele, isso poderia acontecer aos 9, 10 ou 13 anos, inclusive em casamentos com homens de 30 ou 40 anos. Kashif justificou sua posição como uma tradição religiosa, afirmou que haveria respaldo científico e fez referência ao profeta Maomé para sustentar sua interpretação.

A reportagem foi ao ar em 25 de janeiro e rapidamente chamou a atenção das autoridades de Brescia. O chefe da polícia local, Paolo Sartori, avaliou o caso e considerou Kashif uma ameaça à ordem e à segurança pública. Como sua situação de residência também não estava regularizada, seu pedido de permanência foi rejeitado e, por determinação da primeira-ministra Giorgia Meloni, foi ordenada a sua expulsão da Itália.

Pouco depois, ele foi detido, levado ao aeroporto de Malpensa e colocado em um voo com destino a Islamabad, no Paquistão.

O episódio ganhou repercussão justamente pela rapidez da resposta do Estado italiano. Em vez de tratar a defesa do casamento infantil apenas como uma controvérsia cultural ou religiosa, as autoridades enquadraram o caso dentro das regras de imigração e da proteção prevista pelas leis do país.

A mensagem deixada pelo episódio foi clara: tradições e crenças individuais não estão acima da legislação italiana, especialmente quando entram em conflito com a proteção de crianças e adolescentes.

Fonte: Rede 4 / Itália